Gabriele Schimanosk
Amor. Esse é o segredo do bolo de arroz mais famoso da Capital mato-grossense feito pelas mãos da octogenária, Eulália da Silva Soares, mais conhecida como “Dona Eulália”. Na última semana, a equipe de reportagem do Rdnews pode conferir de perto as delícias quentinhas que saem de quatro fornos instalados nos fundos da casa da aposentada.
Dona Eulália conta que após ver uma tia preparar os bolinhos que se interessou pela culinária, em 1956, mas que começou a testar a sua receita dois anos depois. “Na época pedi para o meu marido, que era pedreiro, construir um forno para mim com a intenção de vendê-los e ajudar na renda em casa”, explica.
O negócio deu tão certo que logo Dona Eulália tinha uns seis “meninos” que vendiam pra ela em portas de escolas, mais tarder foi convidada para participar da Festa de São Benedito e, a partir daí, não parou mais. “Já recebi o Fantástico, apareci na Ana Maria Braga, na revista Veja. Na Copa, aqui estava cheio de estrangeiros, e todos aprovaram. Não conheciam, achavam que era um bolinho frito”, lembra.
Aos 81 anos, é ela acorda por volta das 3h30 da manhã para preparar a massa. sempre recebe dezenas de pessoas as terças, quintas, finais de semana e feriados. “Na idade que eu estou, ainda preparo a massa. Tenho uma clientela muito boa e enquanto Deus permitir faço com maior prazer e alegria”, conta.
Entre os clientes que aparecem toda semana estão políticos, empresários, vizinhos, artistas e caravanas de alunos, que aproveitam para aprender um pouco mais sobre a cultura cuiabana. Entre os políticos, está o governador de São Paulo Geraldo Alckimin, o qual ela guarda uma foto.
Quando questionada sobre o futuro, a aposentada abre um sorriso e diz estar confiante na continuidade do seu trabalho. “É um negócio de família. Não tenho funcionários. São minhas filhas, netos e bisnetos que trabalham aqui. E eu fico muito contente em saber que na minha falta meus filhos vão continuar”.
A família é grande, Dona Eulália é mãe de oito filhos, sendo seis mulheres e dois homens, 22 netos (um falecido) e 23 bisnetos. “É um lugar simplesinho, mas foi aqui que consegui ajudar na renda da família, para criar meus filhos, para que eles pudessem estudar. Hoje todos são formados

